domingo, 24 de maio de 2015

NESTA SEXTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, HOMENAGEM À URUGUAIANA E À CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA!!!



NESTA SEXTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA E À CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA!!!


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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.

Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.
Na internet: www.nativafmpiratini.com.

Participe da página da RÁDIO no Facebook:

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta SEXTA-FEIRA, 29 de maio de 2015, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)            HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA, CRIADO EM 29 DE MAIO DE 1846 SEGUNDO A LEI ESTADUAL Nº 58 DE MESMA DATA;
2)            HOMENAGEM À CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA, FESTIVAL DE MÚSICA NATIVISTA INICIADO NO ANO DE 1971 EM URUGUAIANA, RS;
3)            O CAUSO INÉDITO “ZÉ LARÁPIO” ESCRITO E ADAPTADO POR JUAREZ MACHADO DE FARIAS A PARTIR DE RELATO DE ROLANDO BOLDRIN EM SEU PROGRAMA “SR. BRASIL” PELA TV CULTURA (SÃO PAULO);
4)            O POEMA “VIOLINHA” DE SILVIO GENRO, DISPONÍVEL EM HTTP://WWW.SILVIOGENRO.SITEONLINE.COM.BR/INTERNA.JSP?LNK=39546, ACESSO EM 14 DE AGOSTO DE 2013.

*A IMAGEM (ACIMA) QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA FOTOGRAFIA DA ANTIGA “CIDADE DE LONA”, O ACAMPAMENTO NO LOCAL DO FESTIVAL CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA, EM URUGUAIANA, RS. Imagem disponível em http://demalaecuia.net/rio-grande-do-sul-sauda-o-retorno-da-california-da-cancao-nativa/, ACESSO EM 24 DE MAIO DE 2015.

** A IMAGEM (ABAIXO) QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA O GRUPO MUSICAL “MARUPIARAS” FORMADO POR RICARDO DUARTE, CECÍLIA LOPES, JÚLIO MACHADO E COLMAR DUARTE, OS PRIMEIROS VENCEDORES DA CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA (URUGUAIANA, RS). FOTO: ARQUIVO PESSOAL. IMAGEM DISPONÍVEL EM http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho/2013/12/05/37a-california-da-cancao-nativa/?topo=13,1,1,,,13, ACESSO EM 24 DE MAIO DE 2015.

Eis o poema:

"VIOLINHA                
(Autor: SILVIO GENRO)


De caixa de goiabada, falquejada com capricho...
Eu tive uma violinha que se tornou meu cambicho,
Um sonho de piá que eu tinha, que não se compra em bolicho.
Violinha desafinada e quem se importava com isso,
Parecia até encantada e dona de um doce feitiço,
Fiz as cordas da viola da cola do meu petiço!

VIOLINHA, MINHA VIOLA!
BRINQUEDO QUE EU MESMO FIZ,
QUE EU DEDILHAVA PACHOLA
SEM SABER QUE ERA FELIZ!

O repertório campeiro tinha o sabor lá de fora...
Que eu decorava ligeiro ao ritmo das esporas
Nas manhãs de campereadas, assoviando campo afora.
Tinha o "Rodeio Coringa" nos domingos, de noitinha...
  Que eu escutava no rádio, tocando a minha violinha,
   Cantarolando, entonado, imitando o Teixeirinha!”

quinta-feira, 21 de maio de 2015

NESTA QUINTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, A HISTÓRIA DA RUA PADRE JACINTO JOSÉ PINTO MOREIRA, EM PIRATINI, RS!!!

  
"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta QUINTA-FEIRA, 28 de maio de 2015, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1) HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE MACHADINHO;
 2)o causo “A LICENÇA DO IZALTINO” do CORONEL ALBERTO ROSA RODRIGUES, extraído da obra do próprio autor, “NOS TEMPOS DO ‘PAPO ROXO’  – Casos e Causos Brigadianos”  (Pelotas, Edição do Autor, 1986);
3) destaque à RUA  PADRE JACINTO JOSÉ PINTO MOREIRA situada no BAIRRO PRINCESA ISABEL, segundo a obra “HISTÓRIA E MEMÓRIA DE PIRATINI EM SEUS BAIRROS, RUAS, PRAÇAS E AVENIDAS” de IRACEMA FERREIRA DUTRA (Porto Alegre: Edição do Autor, 2008, p. 231 a 232);
4) o poema “A SESTA” de ANITA RAMOS GONZALES, disponível em www.guapos.com.br, acesso em 24 de setembro de 2013.
 
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Eis o poema em destaque:
 
 
“A SESTA
(Autor: ANITA RAMOS GONZALES)
Desencilha o cavalo, está na hora,
o sol a pino à sesta nos convida!
E o gaúcho termina a sua lida
- começada, bem cedo, antes da aurora.
Lá na campanha há toda calma agora:
tudo dorme na terra estremecida!
Ruminam bois na sombra em paz ungida.
Ao longe, um cordeirinho baba e chora.
Os pássaros se escondem no arvoredo,
em sussurros, parece de segredo,
respeitando o silêncio do rincão.
Mas à sombra do umbu na soalheira,
a gente ouve a cigarra cantadeira
que na hora da sesta faz serão.”
 
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 *A IMAGEM QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA A PRIMEIRA CÂMARA MUNICIPAL E MINISTÉRIO DA FAZENDA E INTERIOR, situada na Avenida Gomes Jardim, 136 (Antiga Rua Clara) e 122, esquina Rua 24 de Maio (Antiga Rua da Fonte), PIRATINI, RS.
A imagem está disponível em www.turismopiratini.com.br, acesso a 24 de setembro de 2013.
Eis trecho do texto que acompanha a fotografia:
“Lugar onde foi instalada sob a açoteia em 1832 a primeira Câmara Municipal quando Piratini é elevada à categoria de Vila. Em novembro de 1836, a Câmara Municipal promulga a República Rio-Grandense, adere ao novo regime, e sob a presidência de Vicente Lucas de Oliveira declara a Província Estado Livre, Constitucional e Independente.”
 

NESTA QUARTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, MAIS UM POEMA DE ERON VAZ MATTOS!!!





NESTA QUARTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, MAIS UM POEMA DE ERON VAZ MATTOS!!!


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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.

Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.
Na internet: www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta QUARTA-FEIRA, 27 de maio de 2015, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)            HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE GUARANI DAS MISSÕES;
2)            HOMENAGEM À MEMÓRIA DE DOM FELICIANO JOSÉ RODRIGUES PRATES, O PRIMEIRO BISPO CATÓLICO DO RIO GRANDE DO SUL, FALECIDO EM 27 DE MAIO DE 1858 E NASCIDO EM 13 DE JULHO DE 1871, EM GRAVATAÍ, RS;
3)            O CAUSO “O PADRE E O MENINO” DE ANTONIO AUGUSTO FAGUNDES, EXTRAÍDO DA OBRA DO PRÓPRIO AUTOR, “ERA UMA VEZ... FOLCLORE - CONTOS TRADICIONAIS DO RIO GRANDE DO SUL”  (PORTO ALEGRE: MARTINS LIVREIRO-EDITOR, EDUCS, 2001, P. 60 A 61);
4)            O POEMA “IMAGEM RURAL” DE ERON VAZ MATTOS, DISPONÍVEL EM WWW.GUAPOS.COM.BR, ACESSO EM 25 DE SETEMBRO DE 2013.



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     Eis o poema em destaque:

“IMAGEM RURAL
(Autor: ERON VAZ MATTOS)
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Um cadeado na porteira
Onde um casal de forneiros
Fez a casa na retranca
Co'a porta pra'o corredor.

Já não há sinais de rastros,
A estrada torta apagou!

Há uma pedra entre os pastos
-A direita do cambão -
Que ocultava bilhetes
-Frutos de amores secretos -
Que, por atalhos de campos,
Vinham sovando badanas
Trocar mensagens sublimes
Rabiscadas com ternura
E o punho do coração.

No rumo da estrada antiga
Nasceram caraguatás;
E quando a a seiva da terra
Vira flor, na primavera,
Os camoatins lombo-baio
Param as asas alertas
Colhendo o pólem da vida
Para o sustento do inverno.

Bem mais adiante, chegando,
Um casal de quero-queros
-Armado de instinto e puas,
Corpo leve, gesto rude -
Tenaz, defende seu ninho
-De uma ovelha com cria -
Em meio à várzea do açude.

O palanque ainda em pé,
Como se fosse a esperança,
Tentando firmar a vida
Nas estribeiras de um sonho.

Num canto do para-peito,
Um cinamomo caído
-Sobre carquejas, espinhos -
O corpo inteiro abraçado
Por um amor contrariado
Co'a erva de passarinho.
A ferradura na porta
E o jasmineiro florido
Teimando em juntar abelhas
Para adoçar as colméias.

Sobre a orqueta da rasta,
Os restos da pipa d'água
Se escondem do tempo novo
Em meio do guanxumal.

Apesar da vida bruta,
Aqui morava a alegria
-Aquerenciando esperanças -
Na retidão do caráter
Da gente desses rincões;
A alma andava no rosto
-Disfarçada de sorriso -
E, nos olhares sinceros
Havia brilhos de paz
No desenho das retinas.

O umbu de galhos largos,
Que sombreou charlas e fletes
E o ruminar das tambeiras
Mosqueando mansas esperas
Pra'o reencontro das crias
Na lide do entardecer...
Hoje, guarda nas raízes
Abelheiras e zorrilhos,
Uma pedra-de-afiar
E um sabiá de canto triste
Nas ramas leves do alto
-Que tornam forma de céu -
Sobre o redondo da copa!

Parece que um canto desses
Recolheu vozes antigas
E o assovio de campeiros;
E sustenta em asas livres
-Sobre o verde destes campos -
A melodia que a vida compôs
Através do tempo
E depois, volta às origens
-Com agonia e saudade -
E se dilui no espaço
Para doer no silêncio!

Reses-de-osso perdidas
Sem estância, sem patrão,
Cambona, argola-de-laço,
Uma cepa-de-tamancos
E clavijas de guitarra
São testemunhos sofridos
Iguais ao rancho sumindo
-Sob o relógio da vida -
Se desenvolvendo pra'o chão.

A cacimba no olho d'água,
Cobriu-se de gramas claras;
Mas segue lacrimejando
E acendendo vagalumes
Num caminho de águas-puras
-Rumbeando à sanga distante
Para fazer-se lagoão
E embalar aguapés!

Procurando um ovo-guaxo
-Na amplidão estirada -
Uma avestruz abre o passo
Imponente e protetora
Da ninhada, já taluda,
Estendida na canhada.

Chego de volta à porteira
Sentindo a emoção de a pé!

Perco a querência dos olhos
Ao ver imagens assim:
O Rio Grande mais legítimo
Apeando do cavalo,
Deixando amargos, na soga,
Pelos varzedos de mim!

Quem diria que o meu pago
-Justamente no meu tempo -
Fosse espalhar nas porteiras
Esses injustos cadeados
Enferrujados de ausência!

O corredor se confunde
Com horizonte e distância!

Componho as garras, pensando,
Com cadeados no assovio!
Alço a perna, sigo a estrada
Que entre arames, se alonga
Agora entendo as razões
Pelas quais o meu sorriso
Se transformou em milongas!”

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 A FOTOGRAFIA QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM PERTENCE AO ACERVO DE ERON VAZ MATTOS E RETRATA O PRÓPRIO POETA. DISPONÍVEL EM https://mbasic.facebook.com/500708256607513/photos/a.506929245985414.123754.500708256607513/662205240457813/?type=1&source=46&refid=17, ACESSO EM 21 DE MAIO DE 2015.