sexta-feira, 1 de agosto de 2014

NESTA SEGUNDA-FEIRA, HOMENAGEM À MEMÓRIA DE ANITA GARIBALDI NA NATIVA FM DE PIRATINI!!!


A IMAGEM QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA A ATRIZ ADRIANA BIROLLI NA CENA EM QUE ANITA GARIBALDI FOGE COM O FILHO  RECÉM NASCIDO NOS BRAÇOS (NO ESPETÁCULO AO AR LIVRE "A REPÚBLICA EM LAGUNA", ANO DE 2010, EM LAGUNA, SC). (DISPONÍVEL EM http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI187693-8224,00.html, ACESSO EM 01 DE AGOSTO DE 2014)

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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h30min às 07h30min, pela RÁDIO NATIVA FM – FM 93.9 – www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO: JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta segunda-feira, 04 de agosto de 2014, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:
1)      homenagem ao município de TRÊS COROAS, criado a  12 de maio de 1959;
2)      homenagem à memória da heroína ANITA GARIBALDI, falecida a 04 de agosto de 1849, segundo biografia extraída da obra "HISTÓRIA E MEMÓRIA DE PIRATINI EM SEUS BAIRROS, RUAS, PRAÇAS E AVENIDAS" de autoria da  PROFESSORA IRACEMA FERREIRA DUTRA (Porto Alegre: Edição da Autora, 2008, p. 255 a 263);
3)      o causo  "DUAS DE GUAÍBA" de APPARICIO SILVA RILLO, extraído da obra do próprio autor, "RAPA DE TACHO - Causos Gauchescos" (Porto Alegre: Tchê!, 1983, 7ª edição,p. 67 a 69);
4)      a poesia “COPLA REPUBLICANA XXV ou ANITA GARIBALDI E SEU FILHO - 1840" de LUIZ CORONEL extraída da obra "A CARTILHA FARROUPILHA - 1835 - 1845" (Porto Alegre: Mecenas, 2008, 1ª edição, p. 98 a 99).


*A IMAGEM QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA A ATRIZ ADRIANA BIROLLI NA CENA EM QUE ANITA GARIBALDI FOGE COM O FILHO  RECÉM NASCIDO NOS BRAÇOS (NO ESPETÁCULO AO AR LIVRE "A REPÚBLICA EM LAGUNA", ANO DE 2010, EM LAGUNA, SC). (DISPONÍVEL EM http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI187693-8224,00.html, ACESSO EM 01 DE AGOSTO DE 2014)



           Eis o poema destacado:

             "COPLA REPUBLICANA XXV ou ANITA GARIBALDI E SEU FILHO - 1840


'Mais vale uma Farroupilha
Que tenha uma saia só,
Do que duas mil camelas
Envoltas em ouro e pó.

Cancioneiro da Revolução de 1835'


A guerra é uma onda imensa
que encapelada avança.
Não poupa quem ela abarca,
sejam velhos ou crianças.

No assédio a São José,
Anita resta em Mostardas.
Anita estava por dias,
pois o seu filho não tarda.

O que se tem nestes idos
é pobreza que se alastra.
Não há roupas, nem remédios,
não há soldos para os Praças.

A sombra já se aproxima,
o seu nome é um desacato.
É Moringue e seus comparsas.
Anita foge pro mato.

Vagando por longos dias,
entre areias e matagais,
a mãe carrega o seu filho
em fuga dos imperiais.

Bem maior que as epopeias,
ações de grande efeito,
é a mãe secando as roupas
sobre as chamas dos gravetos.

Poética Complementar
Maternidade

A  colina de meu ventre
agora se fez montanha.
A vida que em mim se aninha
por onde eu for me acompanha.

Se for menino que tenha
coragem que ninguém dome.
E que faça penar as mulheres
qual padeci pelos homens."

quinta-feira, 31 de julho de 2014

NESTA SEXTA-FEIRA, HOMENAGEM À MEMÓRIA DE AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO NA NATIVA FM DE PIRATINI



"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."

(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)



OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h30min às 07h30min, pela RÁDIO NATIVA FM – FM 93.9 – www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO: JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2014, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)      homenagem ao município de TAVARES, criado a  12 de maio de 1982;

2)      homenagem à memória do POETA, ESCRITOR E MÉDICO AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO, nascido a 1º de agosto de 1898, em TUPANCIRETÃ;


3)      o causo  “A MALETA DA PARTEIRA” de ELTON BARBOSA, extraído da obra do próprio autor, “NA HORA DO MATE – Contos Gauchescos” (Pelotas: 2008, Gráfica Princesa, p. 63 a 64);

4)      a poesia “FOGO DO DIABO” de AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO, disponível em http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/aureliano_de_figueiredo_pinto.html, acesso em 31 de julho de 2014.


*A FOTOGRAFIA QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA O POETA AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO (DISPONÍVEL EM http://paulodmonteiro.blogspot.com.br/2010/01/aureliano-de-figueiredo-pinto.html, ACESSO EM 31 DE JULHO DE 2014).



Eis o poema destacado:


“FOGO DO DIABO

Chinita, que foste minha!
Sem tu, não era o que sou.
Tu me ensinaste a ser bueno:
- Sacaste a mágoa e o veneno
com que outra me machucou.

Onde andarás, china minha,
guaxa do rancho dos teus,
florindo a flor sem mistério
do teu corpito gaudério
por esse mundo de Deus?!

Sobre o teu vulto, chinita,
faz tempo que escureceu.
Perdi o teu rumo e o teu rasto
- sovada, a sofrer nos bastos
de outro andarengo como eu!

Teus fundos olhos, chinoca,
são duas sangas cortadas
pelo sol de tanto amor.
Com a chuva e o choro dão flor
como aguapé nas aguadas.

Teus braços são rédea aos xucros,
que domas, com voz ladina,
nos teus seítos de escrava.
- Dois ninhitos de ave brava
nua arvesita franzina.

Os teus cabelos meneiam
e derrubam sem barulho.
E a tua ausência, ferindo,
dói mais que a neve caindo
pelos minuanos de julho.

Se te alegras, se te coloras
do tom de flor, que ainda lembro,
dos durasnais da tapera
enfeitando a primavera
pelas manhãs de setembro.

Se sofres, teus cílios finos
são como os juncos da tarde
no espelho de uma lagoa.
Porque és tão boba e tão boa
para o destino covarde...

Chinita, que foste minha!
Nunca mais quero encontrar-te.
Tu sabes de cada espera
com a tua alminha de Angoera,
com sangue de Malasarte!

A pobre... quando morrer,
na noite em que ela se for,
verão como ainda tem manhas,
em boitatás, nas campanhas,
o fogo do seu amor...”

quarta-feira, 30 de julho de 2014

NESTA QUINTA-FEIRA, UM POEMA DE ROBERTO MARA NA NATIVA FM !!!



"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."

(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)



OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h30min às 07h30min, pela RÁDIO NATIVA FM – FM 93.9 – www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO: JUAREZ MACHADO DE FARIAS.

Nesta quinta-feira, 31 de julho de 2014, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)      homenagem ao município de CANDELÁRIA, criado a  07 de julho de 1925;

2)      homenagem à memória do POETA ARGENTINO ROBERTO MARA, naturalizado brasileiro a 31 de julho de 1969;


3)      o causo  “CANDINHO BICHAREDO” de ANTONIO AUGUSTO FAGUNDES, disponível em http://www.bombachalarga.org/ver_causo.php?id=1, acesso em 29 de julho de 2014;

4)      a poesia “QUANDO PARTE UM COMANDANTE – À Memória de Barbosa Lessa” de ROBERTO MARA, extraído da obra “COLETÂNEA DA POESIA GAÚCHA” (Porto Alegre: Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul/Corag, 2005, p. 245 a 246).


*A FOTOGRAFIA QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM REGISTRA A CAPA DO LIVRO DE POESIAS “MEUS SILÊNCIOS” DE ROBERTO MARA (DISPONÍVEL EM http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-563848562-meus-silncios-roberto-mara-poesia-gaucha-_JM, ACESSO EM 30 DE JULHO DE 2014).



Eis o poema destacado:


““QUANDO PARTE UM COMANDANTE –
À Memória de Barbosa Lessa”

(Autor:   ROBERTO MARA)


I
Quando parte um comandante,
A tropa acorda os clarins,
E do fundo dos confins,
Um redobre delirante,
Chega pra ouvir vigilante,
Causos  de bravos e medos
Pastoreados nos varzedos
Do mundo dos beija-flores,
De Pátrias índias e amores,
E nas fontes dos segredos.

II
Quando o luto das bandeiras
Flamejar vozes de morte,
A luz brilhará mais forte
Nos boitatás das fronteiras
Feitos marcas estradeiras;
E nas cruzes do caminho
De barro, pranto e espinho
Madrinhando eternidade,
Com luares de saudade
Madalhando seu carinho.

III
Assim troteou seu lirismo,
LUIZ CARLOS BARBOSA LESSA;
Igual ao TEMPO, sem pressa,
Nestes pampas sem abismo.
Bombeador do nativismo
Nos horizontes do amor,
Rimando sorriso e dor
Nas coxilhas da esperança,
E ao partir se fez lembrança,
Luar e grilo e cantor.

IV
Fogão solito, sem mate
Para encurtar as esperas,
Foi rebranqueando taperas
A lembrar velho combate.
Tropa tropeada pr’abate,
Rumina o futuro em vida,
Vive sangrando a ferida
Que a faca um dia abrirá;
Reza com voz de sabiá
A nova tropa perdida.

V
Asa preta das estrelas
Com recuerdos do rincão;
Pena de um Deus chimarrão
Sem mar e sem caravelas.
O rumo escuro das velas
Agita um verso bagual,
Com cheiro velho de sal,
Buscando pegadas novas,
Que o vento mistura às trovas
Paridas pro funeral.

VI
Quando partem os poetas,
A tarde esconde seus brilhos,
E as madrugadas seus filhos
De carruagens e trombetas;
Nos rios, sombras discretas,
Levam seus rostos e penas,
E o nenúfar as melenas
De parasita plangente;
E a morte surda, na gente,
Consola raças morenas.

VII
Poeta é lágrima e cantos,
Solidão, glória e castigo;
É potro que vem do antigo,
Esperança, vida e prantos;
Fazedor de desencantos
E semideus da esperança,
É faz-de-conta que alcança
Os píncaros que constrói;
Poeta é amor que dói
E dor que no amor balança.”