quinta-feira, 27 de novembro de 2014

NESTA SEGUNDA-FEIRA, PELA NATIVA FM, OUÇA O CANTO DO QUERO-QUERO COMO AVE-SÍMBOLO DO RIO GRANDE DO SUL!!!



NESTA SEGUNDA-FEIRA, PELA NATIVA FM, OUÇA O CANTO DO QUERO-QUERO COMO AVE-SÍMBOLO DO RIO GRANDE DO SUL!!!



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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."

(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)



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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.



Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.

Na internet: www.nativafmpiratini.com.



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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.



Nesta SEGUNDA-FEIRA, 1º de DEZEMBRO de 2014, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:



1)    homenagem ao município de RONDINHA, criado em 02 de dezembro de 1964;

2)    alusão à data de 1º de dezembro de 1980, quando foi editado o Decreto-Lei 7418 que institui o quero-quero (Belonopterus Cayennensis) como ave-símbolo do Rio Grande do Sul;

3)    a lenda do QUERO-QUERO, extraída da obra “LENDAS GAÚCHAS – VOLUME 03”, edição, pesquisa e textos de PEDRO HASSE FILHO (Porto Alegre: Zero Hora Editora Jornalística S.A., 2000, p. 29);

4)    o causo inédito “REMÉDIO PRA CAVALO” escrito e adaptado por  JUAREZ MACHADO DE FARIAS, a partir de relato de ROLANDO BOLDRIN em seu programa “SR. BRASIL” pela TV CULTURA (São Paulo);

5)    o poema “QUERO-QUERO” de APPARICIO SILVA RILLO, extraído da obra do próprio autor, “CANTIGAS DO TEMPO VELHO” (Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 1978, p. 75 a 77).





*A imagem que ilustra esta postagem está disponível em https://www.flickr.com/photos/junioramojr/6773416773/, creditada a JUNIOR AMOJR, com a legenda “QUERO QUERO NO ASFALTO”, acesso em 22 de novembro de 2014).

                 



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     Eis o poema em destaque:





           “QUERO-QUERO

(Autor: APPARICIO SILVA RILLO)







Nem que se passe a lo largo

Longito do retalho do banhado

Onde é teu chão.

Nem assim...

Logo ficas assanhado,

bichinho mal-educado,

quero-quero querendão!







Nem que se passe a lo largo,

nem assim...

Logo no mais te alvorotas

e os teus gritos lembram as notas

vivarachas de um clarim.







Afiado

como ferro de faca bem chairada,

teu grito repassado de insistência,

de alerta e de aflição,

acorda os velhos ecos da querência



que dormem no silêncio das taperas,

como dormem os recuerdos de outros eras

nas ruínas de certos corações.







Há no teu grito,

bichinho pedinchão,

a ânsia insatisfeita de um pedido,

a cada novo grito repetido

e sempre sem resposta, sempre em vão!







Que mais tu queres, quero-quero louco?

Achas quem sabe que o que tens é pouco,

bichinho gritador?

Não basta essa fralda de coxilha

onde se avista o verde da flechilha

na aquarela dos bibis em flor?







Tens o banhado,

a grama seca pra fazer o ninho,

e este horizonte largo, encoxilhado,

por onde o sol se embreta, enciumado,

quando a estrela boieira pisca o olho

pra noite que vem vindo logo ali...







E tens a liberdade, quero-quero,

o infinito das coxilhas rasas

sob o capricho de teu par de asas

armadas de ferrão.







Que mais tu queres, quero-quero triste,

que mais te falta para ser feliz?

Por que ainda neste grito insistes

se ninguém sabe o que este grito diz?







Parceiro,

o coração que a gente tem no peito

- não ria se eu lhe disser –

é um outro quero-quero insatisfeito

que nunca sabe o que quer...”


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

NESTA SEXTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, A HOMENAGEM À MEMÓRIA DE ÉRICO VERÍSSIMO, FALECIDO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1975!!!






NESTA SEXTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, A HOMENAGEM À MEMÓRIA DE ÉRICO VERÍSSIMO, FALECIDO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1975!!!



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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."

(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)



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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.



Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.

Na internet: www.nativafmpiratini.com.



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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.



Nesta SEXTA-FEIRA, 28 de NOVEMBRO de 2014, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:



1)    homenagem ao município de SÃO JORGE, criado em 30 de novembro de 1987;

2)    homenagem à memória do Escritor ÉRICO VERÍSSIMO, falecido em 28 de novembro de 1975, em Porto Alegre, segundo a obra “UM PAÍS NO CORAÇÃO – 35 AUTORES GAÚCHOS” com concepção e projeto de LUIZ CORONEL (Porto Alegre: Mecenas, 2004, 1ª edição, p. 38 a 40);

3)    a primeira parte do causo “BAGUALISMO” de NILO BAIRROS DE BRUM, extraído da obra do próprio autor, “INCONFIDÊNCIAS GAUDÉRIAS – Os Bastidores dos Festivais e Outros Palcos” (Porto Alegre: AGE, 1995, p. 106 A 109);

4)    o poema “UM CERTO CAPITÃO RODRIGO (OU AMOR DE LIVRO)” de GOIMAR DANTAS, disponível em http://poesia-potiguar.blogspot.com.br/2007/02/um-certo-capito-rodrigo.html, acesso em 22 de novembro de 2014.





*A imagem acima que ilustra esta postagem está disponível em http://poesia-potiguar.blogspot.com.br/2007/02/um-certo-capito-rodrigo.html, acesso em 22 de novembro de 2014) e registra fotografia do ator TARCÍSIO MEIRA durante sua atuação como personagem de ÉRICO VERÍSSIMO, o CAPITÃO RODRIGO CAMBARÁ, no romance "O TEMPO E O VENTO".

*A imagem abaixo que iustra esta postagem registra o Escritor Érico Veríssimo, no ano de 1940. Imagem disponível em http://www.elfikurten.com.br/2012/01/erico-verissimo-saga-dos-homens-do-rio.html, acesso em 22 de novembro de 2014.

                 



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     Eis o poema em destaque:



“UM CERTO CAPITÃO RODRIGO...

(OU AMOR DE LIVRO)



Perdida por entre as terras.

Sozinha, no chão dos prados.

Silêncios, noites em claro.

Temores de escuridão.



Um vento soprando forte,

Minuano “lembra morte”.

Palavras que eram sentenças

da avó, na roca, a fiar...

E toda noite era espera.

Tristeza que se revela.

Ausência de um capitão.



Lenço vermelho no vento,

chapéu nas abas do tempo,

violão a tiracolo,

música solta no ar.

E lá vinha o herói garboso,

montado no seu cavalo.

Apeava com estilo, dizendo:

“Buenas, que me espalho/.

Nos pequenos dou de prancha/

E nos grandes dou de talho/”.



Olhar de dono do mundo,

um charme todo faceiro...

Histórias de viajantes,

se punha logo a narrar.

Conquistava o povoado

cantando mil melodias,

relatos de galhardias,

de amores e de folias,

dos homens a pelear.



Enfrentou a antipatia

dos grandes de Santa Fé.

Pois não baixava a cabeça,

não era fraco, temente,

e com seu jeito valente

bateu o pé resistente:

disse que iria ficar!!



Pois tudo o que mais queria

era Bibiana Terra.

A moça, então, mais formosa

que existia no lugar.

A filha de Pedro Terra.

Um velho duro na queda,

que o capitão não temia,

mas precisava dobrar.



Depois de muito sufoco,

e de quase morrer à bala,

finalmente conseguiu

sua prenda desposar.



Casou-se com Bibiana e

viveu tranquilo algum tempo.

Mas, depois, viu que era a guerra

e a vontade de lutar, as duas únicas

damas a quem podia se entregar...



Tilintares de espadas,

pistolas a disparar,

e ia o guapo pras guerras

como quem vai a bailar.

A disputar uma prenda,

sem medo de não voltar.



Tento tirá-lo da mente,

paixão que me faz doente.

Risada alta e marcante

que finjo não escutar.



Saio às cegas pelo mundo,

fantasiando outros rumos,

em busca de mais romances

que me desviem o olhar.



Mas esse amor de fronteira,

de galope e montaria,

de terras e ventanias,

me toma sem perguntar.



E pelos campos eu sigo

na garupa imaginária

do soldado destemido

que eu insisto em namorar.



E as estrelas me abençoam,

os vagalumes me guiam,

corujas me desafiam

sábias, a me espreitar.



Como é difícil essa sina

de um personagem amar!

Corro, veloz como a luz,

recebo as marcas do tempo,

choro, grito e me lamento

sem de nada adiantar.



Então, desperto do sonho,

à sombra de uma figueira...

Rogo por chuva divina

capaz de purificar.

De me livrar da lembrança

de Rodrigo Cambará!”