domingo, 30 de agosto de 2015

NO DIA 07 DE SETEMBRO DE 2015, PELA NATIVA FM, UM SENTIMENTO DE PÁTRIA INDEPENDENTE!!!




NESTA SEGUNDA-FEIRA, PELA NATIVA FM, UM SENTIMENTO DE PÁTRIA INDEPENDENTE!!!
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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.

Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.
Na internet: www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.
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Nesta       SEGUNDA-FEIRA, 07 de SETEMBRO de 2015, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)           HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE VILA MARIA, RS;
2)           DESTAQUE À BIOGRAFIA DE CARLOS MARIA DA SILVA TELLES, NASCIDO EM 07 DE SETEMBRO DE 1899, SEGUNDO A OBRA “HOMENS ILUSTRES DO RIO GRANDE DO SUL” DE ACHYLLES PORTO ALEGRE (Porto Alegre: Livraria Selbach de J. R. da Fonseca & Cia., 1917, p. 159);
3)           ALUSÃO À DATA DE 07 DE SETEMBRO DE 1822 QUE ASSINALA A INDEPENDÊNCIA POLÍTICA DO BRASIL;
4)           O POEMA INÉDITO “PÁTRIA NOSSA TODO DIA” DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS;
5)           O CAUSO INÉDITO “O ALUNO DA ESCOLA DE CAMPANHA”, ESCRITO E ADAPTADO POR JUAREZ MACHADO DE FARIAS A PARTIR DE RELATO DE ROLANDO BOLDRIN EM SEU PROGRAMA “SR. BRASIL” PELA TV CULTURA (SÃO PAULO);
6)           ALUSÃO À DATA DE 07 DE SETEMBRO DE 1947 QUANDO, SEGUNDO OTÁVIO PEIXOTO DE MELO, O MARAGATO, EM SUA OBRA “TROPEANDO DATAS” (Cachoeira do Sul: Sul Cultura, 1997, p. 41) “Ao encerrar-se o cerimonial de mais um Sete de Setembro em Porto Alegre (RS) João Carlos Paixão Côrtes e Luiz Carlos Barbosa Lessa, dentre outros jovens estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, tomam uma centelha do Fogo Simbólico da Pira da Pátria e transferem a cavalo para um candeeiro crioulo erguido defronte ao Monumento Bento Gonçalves. Nesse ato, foi criada e instituída a CHAMA CRIOULA do tradicionalismo gaúcho” (sic);
7)           HOMENAGEM À MEMÓRIA DO POETA REGIONALISTA GAÚCHO AMÂNDIO BICCA - Amândio Bicca Quintana - NASCIDO EM LAS PIEDRAS (CAÑELONES), URUGUAI, EM 07/09/1912, E FALECIDO EM PORTO ALEGRE, RS, NO ANO DE 1990, SEGUNDO DADOS DISPONÍVEIS EM http://www.estanciadapoesiacrioula.com.br/?p=182, ACESSO EM 30 DE AGOSTO DE 2015.
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A FOTOGRAFIA ACIMA É O QUADRO DE PEDRO AMÉRICO, INTITULADO “INDEPENDÊNCIA OU MORTE”, DISPONÍVEL EM http://abstracaocoletiva.com.br/2013/03/26/pedro-americo-obras/, ACESSO EM 30 DE AGOSTO DE 2015.
A FOTOGRAFIA ABAIXO REGISTRA O POETA AMÂNDIO BICCA, IMAGEM DISPONÍVEL EM http://www.estanciadapoesiacrioula.com.br/?p=182, ACESSO EM 30 DE AGOSTO DE 2015.

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EIS O POEMA EM DESTAQUE:

“PÁTRIA NOSSA TODO DIA
(Autor: JUAREZ MACHADO DE FARIAS)

Não penso que nossa Pátria
Tenha seu centro em Brasília.
Seu coração pode estar
Bem  no sopé da coxilha,
Onde um rádio num ranchinho
Cante um canto Farroupilha.

Nossa Pátria de chinelos
Nos pés fortes e rachados,
Revive em tons amarelos
Pelo suor dos arados,
Dos anônimos das guerras,
De rostos amarelados.

Uma Pátria tem um povo,
Um governo, um território.
Mas quem reparte a justiça?
Quem num gesto meritório
Resgata o que já é nosso
Sem ritual, nem ofertório?


A bandeira multicor
Hasteada em frente às escolas
Pede um vento de esperança
Por quem ainda de esmolas
Estende as mãos de vazios
Ao passante de sacolas.

Uma Pátria de verdade
Não arrebanha imbecis,
Não engana, nem profana
Estes múltiplos brasis
Pra que morram inocentes
Com tantos sonhos febris.

Que o Brasil reacenda a brasa
Dos paus-brasis derrubados
Nos olhos dos brasileiros
De todos, todos Estados!
Pátria Nossa seja um dia,
Dias por nós desenhados.”


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EIS O CAUSO EM DESTAQUE:

“O ALUNO DA ESCOLA DE CAMPANHA

Era um tempo em que a educação em nosso país ainda era muito precária, principalmente na zona rural   como naquele  rincão de pessoas de origem agrícola e que os filhos dos campeiros e agricultores, às vezes, nem iam para a escola a fim de ajudarem os pais no trabalho.
Aquela jovem professora foi designada para dar aulas em uma escola de campanha, em um lugar muito humilde, onde o analfabetismo era muito.
Depois de algumas semanas, a Professora começou a sentir os efeitos de seu trabalho. Os alunos demonstravam inteligência, o progresso era visível tanto na escrita como na leitura e nos conhecimentos gerais.
Mas num dia de sabatina, a Professora ficou muito decepcionada com o Joãozinho.
Ela perguntou:
- Joãozinho, responda! Quem foi que descobriu o Brasil?
- Ah, garanto que eu é que não fui!
- Mas, menino de Deus, que vergonha! Então, tu não sabes que quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral? Depois de tantas lições de história, e tu me vens com essa resposta malcriada?
Bueno, a professorinha ficou tão indignada que procurou saber quem eram os pais do Joãozinho para fazer queixa.
E, pergunta daqui, pergunta dali, lhe avisaram:
- Olha, Professora, a senhora cuide bem quando for falar com o pai dele, o Miguelão. É um senhor brabo, nunca foi à escola e, conforme a senhora falar, ele pode até querer tirar o filho das aulas.
A professorinha, então, se precaveu. Informou-se onde morava o Miguelão, pai do Joãozinho, e se tocou pra lá.
Ao chegar na humilde casa, já avistou aquele homem alto e forte, com as mãos grossas de calos, que consertava uma cerca da horta.
 - Bom dia, Seu Miguel. Eu sou a professora do seu filho, o Joãozinho, e preciso muito lhe falar.
- Buenos dias, prefessora! Pois não, pode falar!
- Seu Miguel, é que o seu filho está muito desatento nas aulas, fica olhando pros lados, não copia a matéria que eu dou.
A professora foi falando macio com o Miguelão e acabou por conquistar a simpatia do homem. Então, ela sentiu-se à vontade para dizer:     
- Pois, imagina, Seu Miguel, que eu perguntei pro Joãozinho quem foi que descobriu o Brasil e sabe o que ele respondeu?
- Não.
- Que ele não foi!
Aí, o Seu Miguelão olhou firme pra Professora e lascou:
- Olha, pois a senhora aperte com ele! Vai ver que  foi ele mesmo e não quer contar!”

SEXTA-FEIRA, 04 DE SETEMBRO DE 2015, PELA NATIVA FM, UM CAUSO INÉDITO MISTURADO COM BARBOSA LESSA E SÉRGIO JACARÉ!!!






 NESTA SEXTA-FEIRA, PELA NATIVA FM, UM CAUSO INÉDITO MISTURADO COM BARBOSA LESSA E SÉRGIO JACARÉ!!!

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"CANTA A TUA ALDEIA E SERÁS UNIVERSAL."
(Léon Tolstoi, escritor russo, 1828-1910)

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OUÇA O PROGRAMA “CANTO DOS LIVRES”, de segunda-feira à sexta-feira, das 05h às 07h30min.

Sintonize no seu rádio a NATIVA FM – FM 93.9.
Na internet: www.nativafmpiratini.com.

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PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JUAREZ MACHADO DE FARIAS.
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Nesta       SEXTA-FEIRA, 04 de SETEMBRO de 2015, além de música, poesia, roncos de mate e vozes de aves nativas, teremos as seguintes atrações:

1)           HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE INDEPENDÊNCIA, RS;
2)           DESTAQUE ÀS BIOGRAFIAS DE ALBERTO CORREIA LEITE, NASCIDO EM 04 DE SETEMBRO DE 1871, E DE MANOEL MARCELINO PIRES FILHO, NASCIDO EM 04 DE SETEMBRO DE 1847, SEGUNDO A OBRA “HOMENS ILUSTRES DO RIO GRANDE DO SUL” DE ACHYLLES PORTO ALEGRE (Porto Alegre: Livraria Selbach de J. R. da Fonseca & Cia., 1917, p. 181 e 101);
3)           TRECHO DA OBRA “ERA DE ARÉ – Raízes do Cone Sul” DE BARBOSA LESSA (São Paulo: Globo, 1993);
4)           O POEMA “HÁ MAIS SUL EM MEU ROSTO” DE SÉRGIO JACARÉ, MUSICADO EM RITMO DE MILONGA POR CARLOS LEANDRO CACHOEIRA E FIO ROSSATO, EXTRAÍDO DO LIVRO DE LETRAS DA III TERTÚLIA MUSICAL NATIVISTA DE 12 A 16 DE MAIO DE 1982, SANTA MARIA;
5)           O CAUSO INÉDITO “O CAUSO DA DIABA”, ADAPTADO POR JUAREZ MACHADO DE FARIAS A PARTIR DE RELATO DO PROFESSOR NILVO RIBEIRO FERREIRA.
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A FOTOGRAFIA (ACIMA) ESTÁ DISPONÍVEL EM http://pampurbana.blogspot.com.br/2014/10/nico-fagundes-x-sergio-jacare-os.html, ACESSO EM 30 DE AGOSTO DE 2015, E REGISTRA O POETA E ESCRITOR SÉRGIO METZ JACARÉ (ARQUIVO PESSOAL DE ANAHY E PEDRO METZ).
 A FOTOGRAFIA (ABAIXO) ESTÁ DISPONÍVEL EM http://www.clickgratis.com.br/fotos-imagens/barbosa-lessa/, ACESSO EM 30 DE AGOSTO DE 2015, E REGISTRA BARBOSA LESSA.
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EIS O POEMA EM DESTAQUE:

“HÁ MAIS SUL EM MEU ROSTO
(Autor: SÉRGIO JACARÉ)
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Há mais sul em meu rosto
Quando chego em tua casa,
Irmão de cavalos mansos,
Irmão de terra lavrada,
Irmão de rastro e pegada.

Há mais sul em meu rosto
Quando chego em tua casa,
Irmã de calmos vestidos,
Irmã de longos cabelos,
Irmã de vivos abrigos.

Há mais sul em meu rosto
Quando chego em vossa casa,
Irmãos de livros relidos,
Irmãos de punhos cerrados,
Irmãos de braços erguidos.

Há mais sul em meu rosto
Quando sonho e amanheço
Somando-me a cada um;
O sol tem o mesmo gosto
Na terra onde crescem, cresço.

Há mais sul em meu rosto
Quando somo casa a casa,
Somo caminho e estrada,
A chuva que tudo cria.
Ao som do filho e da enxada
Somo quem chega e que fica
No mesmo sul desta casa.

Irmãos de tempos calados
Irmãos de forte consciência
Irmãos de pena e arado
Irmãos de pena e arado.”


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EIS O CAUSO EM DESTAQUE:

“O CAUSO DA DIABA
(ADAPTADO POR JUAREZ MACHADO DE FARIAS A PARTIR DO RELATO DO PROFESSOR NILVO RIBEIRO FERREIRA)
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Tu sabes que o Diabo é um mito, ou seja, uma crendice que permeia todo mundo, enquanto que a lenda é localizada. O lobisomem e a bruxa são outros mitos, ou seja, existem em todos os pontos geográficos do globo terrestre.
Se existe Diabo, por que não pode haver a diaba, esposa do tinhoso, do Satã, do Demônio...?
Pois, há muito tempo, quando a comida era escassa, quando a agricultura era muito precária, quando nem se falava em indústria, quando, enfim, dinheiro nem havia, era tudo na base da troca, a família do Diabo andava pela Terra, sempre arregimentando gente pro Inferno.
Mas o Diabo, a Diaba e os diabinhos sentiam, como todas as demais criaturas, as dificuldades de falta de alimentos, de estiagem, de frio.
Por isso, quando colhiam uma boa safra, como de milho verde, por exemplo, ficavam muito alegres, e tinham comida por um bom tempo.
É claro que o Diabo e a Diaba não trabalhavam, só roubavam o que os outros plantavam: abóbora, milho, amendoim.
Certa feita, o ano correu bem, choveu no tempo certo e na medida certa para dar uma buena lavoura de milho.
Então, a Diaba que se virava para alimentar os seus diabinhos, estava sozinha em casa, cuidando dos filhos, pegou um balaio de taquara e se foi no rumo duma lavoura de milho, e encheu até a boca aquele recipiente de espigas verdes.
Chegou no rancho, o fogão já tava aceso, olhou as carinhas dos diabinhos, loucos de fome, os coitadinhos, com as barriguinhas roncando, e encheu um panelão de ferro com água já fervendo e cozinhou aquelas espigas de milho verde.
Quando viu que o milho tava bem cozido, pegou uma gamela grande, encheu de milho verde, colocou até uma toalha na mesa, uma toalha  bem vermelha  - que Diabo adora essa cor, me perdoem meus colegas colorados! -, chamou todos os diabinhos, com um ar de felicidade e se grudaram a comer aquele milho todo!            
Então, a Diaba, toda contente em ver aquela festa de milho verde, os diabinhos estalando as boquinhas, mordendo aquele milho tenro e gostoso,  até se esqueceu que era a Diaba, “a mulher do Diabo”, fez uma pausa na refeição, e disse, de mãos postas e com os olhos pro céu:

- Graças a Deus, meus filhos, por esta fartura!”